14 cidades brasileiras estão entre as 50 mais violentas do mundo

Em janeiro deste ano, uma pesquisa realizada pela organização não governamental (ONG) mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal divulgou que, das 50 cidades mais violentas do mundo, 14 são brasileiras. O número representa quase um terço do total, uma situação nada agradável para quem por vive aqui, correto?

No ranking, o Brasil aparece pela primeira vez na terceira posição. Com uma taxa de 135,26 homicídios para cada 100 mil habitantes, Maceió só perde para a cidade de San Pedro Sula, em Honduras, com uma taxa de 158,87 homicídios, e para Juárez, no México, com uma taxa de 147,77.

Há quem diga que já estamos acostumados à violência e que, talvez, nem pareça tanto. Mas a questão que fica é se é isso que queremos para os próximos 25 anos? É melhor acostumar-se ou tentar modificar a situação? Outros preferem a desculpa de que “não tem jeito, é assim”. Mais uma vez, uma resposta cômoda a quem questiona a situação.

No 25º Fórum da Liberdade, será debatida a relação entre drogas, violência e liberdade. Mas o debate já começa agora. O que influencia a criminalidade e a violência no Brasil? O que cada um pode fazer para que o País não ocupe mais um número tão elevado em rankings como esse? De quem é esse papel: do Estado, das pessoas, de todos?

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Relação entre drogas, violência e liberdade estará na pauta do 25º Fórum da Liberdade

Drogas, violência e liberdade. Já pensou na relação entre os três? Qual a liberdade que se tem para escolher? Qual a liberdade que se tem para não ser vítima?

Em março de 2011, o Departamento de Estado Americano divulgou, em seu relatório sobre a “Estratégia para o Controle Internacional de Narcóticos”, que o Brasil é o maior consumidor de drogas na América do Sul e que o consumo continua crescendo. De acordo com um relatório publicado pela ONU, a nação brasileira tem 900 mil consumidores de cocaína.

No dia 7 de dezembro do mesmo ano, a presidente Dilma Rousseff lançou o programa “Crack, é possível vencer”. Na cerimônia de abertura, ela afirmou que a intenção é criar um pacto entre o Estado e a sociedade para enfrentar o crack no Brasil. A ideia do governo é investir R$ 4 bilhões para aumentar a oferta de atendimento de saúde aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e ampliar ações de prevenção. No mesmo dia, a presidente afirmou que, em 2011, o SUS atendeu 250 mil usuários de drogas por mês. Em 2003, esse número era dez vezes menor.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Sangari divulgou, em 14 de dezembro de 2011, que, em 30 anos, o Brasil ultrapassou a marca de um milhão de vítimas de homicídio. Assim também uma pesquisa da Middlesex University, de Londres, revelou que a violência presente no Rio de Janeiro preocupa mais turistas brasileiros do que estrangeiros. 85% dos entrevistados citaram a violência como principal problema da cidade. Mas não é só no Rio que a questão é preocupante. Uma reportagem publicada no The New York Times enfoca o nordeste brasileiro como uma das regiões mais atormentadas pela criminalidade.

Não faltam evidências de que é preciso melhorar. Mas o que leva a esses altos índices de criminalidade, homicídios e violência? Se as drogas são o grande incentivo para tudo, qual a melhor forma de combatê-las? Qual o papel do governo e qual a participação da sociedade? Traga suas opiniões aqui para o blog!

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