Total liberdade para aprender e ensinar, será esse o futuro?

Na próxima semana, começa um dos maiores eventos na área da tecnologia: o Campus Party. E como centro da discussão, um dos temas do 25º Fórum da Liberdade: a educação.

Um dos debatedores desta ocasião será o professor indiano Sugata Mitra. Ele é conhecido por usar a tecnologia para vencer problemas educacionais e sociais. Mitra é um dos maiores pesquisadores do mundo na área da tecnologia educacional e ficou conhecido pelo projeto Hole in the Wall. O experimento consistiu na colocação de um computador com acesso à internet no buraco de um muro em uma favela de Nova Délhi, na Índia. O resultado foi surpreendente.  Câmeras escondidas mostraram que as crianças que brincavam pela região iniciaram, autonomamente, um processo de aprendizagem sobre como utilizar o equipamento e como navegar na internet; após a experiência, ainda ensinaram outras crianças.

Com base nas ideias do professor, é possível pensar nos caminhos da educação para os próximos 25 anos. Cada vez mais, as crianças estão descobrindo as informações por si mesmas, na internet. Elas aprendem em menos tempo e com mais facilidade, quando comparadas a gerações anteriores. Já falamos aqui nos digital natives, que parecem nascer conectados. Será esse o futuro?

Será que teremos escolas? Será que o ensino a distância prevalecerá? Será que ambos irão coexistir?  E como ficará a questão do professor? É importante pensar também o papel do educador, do mediador, do condutor. Basta apenas o acesso para buscar? Se fosse concedida a liberdade total de aprender e ensinar, cada um por si, como seria?

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