Política externa ambivalente?


“A política externa do Brasil não pode ficar para sempre em cima do muro”. A afirmação foi publicada no jornal britânico Financial Times nesta quarta-feira dia 8. A principal crítica apontada na coluna de Joe Leahy foi: se o País se posiciona como potência global, não pode mais “ser amigo de todos”.

Como exemplo, o colunista citou o episódio com a blogueira cubana Yoani Sánchez, principal voz de oposição ao regime castrista. Enquanto o governo brasileiro concede o visto para a ativista entrar no País e disseminar informações nem sempre divulgadas sobre o governo cubano, em sua primeira visita a Cuba, Dilma preferiu “apontar o dedo para os Estados Unidos” em vez de se manifestar a respeito dos direitos humanos na ilha. Segundo Leahy, a presidente estaria, assim, demonstrando uma postura ambivalente.

E aí? É ou não uma postura dúbia?

Se for feita uma comparação com potências como Estados Unidos e Alemanha, por exemplo, há diferenças quanto à posição em relação às opiniões defendidas? Pode uma potência “ficar em cima do muro” em nome da diplomacia? O que você pensa disso?

FacebookShare