Segundo evento de lançamento discute o Brasil de 2037

Após o primeiro debate de lançamento do 25º Fórum da Liberdade, a segunda palestra ocorreu no dia 7 de novembro, na ESPM. No palco, o jornalista Leandro Narloch, o sociólogo e geógrafo Demétrio Magnoli e o gerente de marketing do Grupo Vulcabrás/Azaléia, Márcio Callage, levantaram diversas questões que nortearão o tema geral do Fórum.

Mais focado na área do marketing, Callage abordou um futuro bem próximo, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, como um fator de mudança. Ele destacou o papel da tecnologia, a diferença entre as gerações e a necessidade de se ter um foco: “Se a gente se assumisse como a economia da festa, já seria um foco”.

Narloch preferiu retornar ao passado para pensar o futuro. O jornalista relembrou a Cuba dos anos 1950 e o Plano Collor no Brasil. Ressaltou o capitalismo de hoje e disse que é preciso aprender a ser capitalista: “O capitalismo faz a gente ter muita liberdade de escolha”.

Magnoli alertou para a euforia demasiada com relação ao crescimento da economia brasileira e para o perigo de nos tornarmos um país de renda média: “Existe esse risco, porque nós estamos, como nação, de olhos vendados, pela euforia, [incapazes] de [ver] nossos problemas extremamente sérios”. Dentre as dificuldades existentes, o sociólogo citou a educação desqualificada, o sistema de ensino superior baseado no corporativismo e o Brasil como Estado disfuncional ‒ o que ele chamou de modernização do patrimonialismo.

E você, o que pensa dessas questões? Quais os principais assuntos que devem ser pensados e discutidos nos próximos 25 anos?

Em breve, os subtemas do 25º Fórum da Liberdade serão publicados aqui no blog. Aguarde e não deixe de dar a sua opinião!

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Discussão sobre o futuro do Brasil lança 25º Fórum da Liberdade

Apesar de o Fórum da Liberdade ocorrer fisicamente apenas em abril de 2012, os eventos de lançamento já deram a sua largada.

O primeiro deles foi uma palestra realizada no dia 30 de outubro na PUCRS, que teve a participação do economista Rodrigo Constantino e do presidente da ADVB/RS Daniel Santoro.

Durante a apresentação, Constantino chamou a atenção para a Previdência Social e as questões demográficas: “Há o risco de o Brasil virar um país velho antes de se tornar um país rico”. Além disso, afirmou que a nação brasileira está vivendo um ciclo virtuoso, porém não sustentável.

Sobre a mesma questão, o presidente da ADVB/RS ressaltou a importância de um Estado sustentável para garantir os direitos dos brasileiros que aqui estarão em 2037. Além disso, afirmou que as três estratégias a serem trabalhadas no futuro do país são: a implementação de um sistema de gestão sustentável, a garantia de um sistema de governança eficaz e a incorporação da cultura do pertencimento entre os brasileiros. Por fim, concluiu: “o Brasil de 2037 será exatamente aquele que nós iremos construir”.

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