Empreendedor do mercado ou mercado do empreendedor?

Quando falamos em empresários do futuro, o que vem à mente? Especialistas, gente que se deu bem, que batalhou e que tem dicas para dar costumam apresentar o empresário do futuro de muitas formas diferentes. Mas que perfil é esse? Será que ele já existe?

A busca pelo sucesso empresarial é o alvo de todos os profissionais dessa área. Quem não quer se dar bem? Algumas vezes, acontece por acaso, mas, na maioria delas, é preciso bem mais do que sorte.

É comum ver artigos sobre o empresário do futuro e dicas do sucesso empresarial. Faça isso, veja aquilo, nunca aja dessa forma. Mostram-se as leis de uma pessoa de sucesso e os passos que se devem seguir, uma fórmula mágica com a garantia de quem a inventou.

São dicas importantes e boas de se ter, mas todos sabem que, sem planejamento, fica difícil, que é preciso estar atento às oportunidades, que se deve manter uma boa relação com os clientes e que o entusiasmo deve ser acompanhado do autocontrole. Mas sempre vai haver um grande porém: o mercado. É ele quem regula, mas também é ele o ponto de partida para as mudanças, para as novas propostas.

Talvez o desafio seja imaginar o mercado dos próximos 25 anos, os consumidores, as regras, as políticas da economia global e aí, sim, a inserção do empreendedor nesse ambiente. Será que já existem perfis realmente preparados para uma realidade diferente? Será que os empresários de hoje mudarão o futuro ou será que serão moldados pelo mercado? Será que em 2037 tudo vai ficar como está? Qual a sua opinião?

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Fórum da Liberdade debate os empreendedores que farão o futuro

O empreendedorismo independente vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Muitos buscam o seu próprio negócio, do seu jeito, e assim vão criando oportunidades que talvez não fossem possíveis se estivessem em alguma outra posição no mercado de trabalho. Os benefícios, porém, não são apenas para eles; também o Estado e a sociedade acabam tirando proveito. Já pensou nisso?

Trocar a falta de um emprego em uma empresa por uma aposta em algo próprio vem sendo a saída para muita gente. Mais do que uma alternativa, para muitos, tem sido um grande negócio. São pequenas empresas, pequenas boas ideias que competem com grandes corporações.

Serão esses os profissionais que farão o futuro? Mais empresas funcionando significa mais pessoas gerando riquezas, mais possibilidades, mais criatividade de serviços e trabalhos, mais inovação, mais e mais.

Empreender sozinho não é uma tarefa fácil, mas é uma atividade que pode transformar o mercado de trabalho. Há 25 anos, quantos pensavam em trabalhar de casa? Hoje, o home office é uma prática que cresce a cada dia; há, desde profissionais que trabalham por si mesmos até os que são contratados por empresas para trabalhar de casa, da sua forma, em seu próprio espaço.

De acordo com o Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa 2010/2011, realizado pelo Sebrae em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de donos de micro e pequenas empresas e de trabalhadores por conta própria passou de 20,2 milhões para 22,9 milhões. Destes, quase 19 milhões são autônomos que conduzem o próprio negócio sem empregados e 3,9 milhões, empresários que empregam trabalhadores, o que representa 22,7% da população economicamente ativa.

Se os números continuarem aumentando, é possível que tenhamos outra realidade nos próximos 25 anos. Mas que realidade será essa? Quem serão os empreendedores que farão o futuro? Deixe aqui seu comentário. O futuro só será diferente se for pensado desde agora. Participe!

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