Outro assunto que também merece bastante atenção é a educação dos próximos 25 anos. E não apenas a configuração de um ensino fora da sala de aula. É importante debater o conteúdo, as formas, o incentivo e o papel do professor. Obedecer, pensar ou criar?
Esta nova geração, os chamados digital natives, que cresce no meio tecnológico e que parece conhecer apenas o mundo on-line já não dá mais sentido ou razão para o que está fora desse ambiente. Há muitos que acreditam “poder mais” no meio digital. Isso porque é muito fácil responder a uma pergunta quando se tem um buscador que pode responder por você. A resposta está à distância de um clique. No entanto, essa talvez não seja a melhor forma de aprendizado.
Mas, ao mesmo tempo em que se reconhece a necessidade de mudança, ainda não se sabe exatamente como ela deverá ser. O ensino é hoje um desafio para todas as gerações. Será que já passamos daquela fase em que os alunos apenas copiavam e colavam o que encontravam na internet? Será que os estudantes já aprenderam a pesquisar na rede? Será que sabem onde buscar? Será que sabem o momento de pensarem por si mesmos? Obedecer é respeitar, mas até que ponto ensinar é mandar?
E qual o papel do professor? Certamente, ele não saberá mais que o Google, que o Bing ou o Yahoo. Muito já se falou na posição do profissional de educação como um mediador, como alguém que indica, seleciona, acompanha. Mas será que é só isso? Até que ponto deixar o aluno mais livre permite que haja mais criatividade para aprender, mais facilidades para criar, mais desafios para pensar?
Deixe aqui sua opinião. Qual a educação que você quer para você mesmo, para seus filhos, netos, sobrinhos, afilhados. Como deve ser a educação de 2037?






