Você já ouviu falar no Mapa da Corrupção Brasileira? Criado pela editora de imagens Raquel Diniz, o aplicativo foi lançado no Google Maps neste ano. Os 20 casos iniciais que constavam na ferramenta passaram para 200 registros de desvio de conduta dos políticos brasileiros. São mais de 120 mil acessos, sendo todos os casos alimentados pelos internautas. Pelo que se percebe, alguma coisa parece estar errada no que se refere à corrupção na política brasileira. Alguém se arriscaria a dizer o contrário?
Uma reportagem publicada na revista Veja revelou que o custo da corrupção no Brasil é de R$ 82 bilhões por ano, o que representa 2,3% do PIB. Dentre as principais causas da corrupção, foram apontadas: instituições frágeis, hipertrofia do Estado, burocracia e impunidade. Além disso, os jornalistas fizeram uma comparação com outros países. Para se ter uma noção das disparidades: o governo brasileiro emprega 90.000 pessoas em cargos de confiança, enquanto nos Estados Unidos, esse número é de 9.051 e, na Grã-Bretanha, de cerca de 300. Mais uma vez, a mesma constatação, alguma coisa parece estar errada.
É por isso que “corrupção” é um dos assuntos que serão discutidos no Fórum da Liberdade, já que a questão traz consigo sérias consequências para os brasileiros. Afinal, quem paga essa conta somos nós. 2008, 2009, 2010 e 2011 foram anos de grandes escândalos relacionados à corrupção. Compra de votos, emparelhamento dos cargos públicos e desvio de verbas por meio de laranjas são apenas alguns dos exemplos dos acontecimentos. E o que mudou desde então? O termo pizza ficou conhecido e recorrente porque muito pouco ou, em muitas das vezes, nada é feito.
Quais os desafios dos próximos 25 anos para diminuir e, quem sabe, sanar a questão? Por onde devemos começar? Basta trocar pessoas ou cargos? Basta punir se há a possibilidade de absolver? O que precisa ser modificado e em que a sociedade pode contribuir? O que você propõe para isso?






