Painel sobre “Drogas, Violência e Liberdade” encerra o Fórum da Liberdade

 

O sétimo e último painel da 25ª edição do Fórum da Liberdade contou com os palestrantes Efraim Filho e Marcelo Dornelles discutindo “Drogas, Violência e Liberdade” em um debate muito próximo da plateia.

Promotor de Justiça desde 1996, Marcelo Lemos Dornelles exerce o cargo de Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais. Ele iniciou sua fala comentando sobre o desafio que o crack vem representando para a nossa sociedade. Para ele, a droga mostrou como a sociedade está despreparada para situações de drogadição em larga escala. “O que eu quero mostrar pra vocês é que a droga está ligada diretamente à violência”, explicou. Dornelles ainda criticou o Presídio Central de Porto Alegre, tido como o pior do Brasil. Por fim, o promotor provocou o público: “E você, o que tem a ver com isso?”.

Em seguida, o advogado, deputado federal e presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Efraim de Araújo Morais Filho, iniciou a discussão, traçando um panorama sobre o avanço do consumo de drogas no Brasil nos últimos anos. Efraim aproveitou para cobrar investimentos em segurança pública e lembrou que as ações midiáticas de conscientização estão restritas aos grandes centros.

O deputado também criticou a educação deficitária do país, alegando que esta é diretamente vinculada ao consumo de drogas. “Crescimento econômico sem investimento na educação não é desenvolvimento real”, disse ele.

Finalizadas as palestras, Manoel Soares conduziu um debate dinâmico e bem-humorado com o público. “O crack é também um problema econômico, visto que seu comércio ilegal gera um lucro astronômico”, opinou o debatedor.

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Educação é o tema norteador do 6º painel

O sexto painel  ”Educação: Obedecer, Pensar ou Criar?” teve a participação dos palestrantes  Cláudia Costin e Stephen Hicks e Tiago Mattos como debatedor.

Cláudia Costin, secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro e professora universitária na FGV/RJ, foi a primeira a falar. Ela iniciou sua exposição comparando dados da educação atual com décadas anteriores e criticou o analfabetismo funcional, a educação pública e privada do país e o sistema de aprovação automática utilizado em algumas redes de ensino público. Em seguida, Cláudia falou sobre a importância de construir um currículo escolar claro, que possa ser acompanhado por alunos e pais. Também salientou o fato de o Brasil ser um país onde se lê pouco. ”O preço do livro é uma consequência de sermos um país de não-leitores”, apontou Claudia.

O professor de Filosofia e diretor executivo do Centro de Etnias e Empreendedorismo da Rockford College, de Illinois, Stephen Hicks, deu continuidade ao painel. Ele comparou a situação do ensino nos Estados Unidos e no Brasil, ressaltando as atividades extra-curriculares, principalmente esportivas, das escolas norte-americanas. Além disso, Hicks fez uma crítica à forma como as escolas tendem a padronizar o comportamento das crianças. “Depois de alguns anos na escola, as crianças começam a perder a luz no olhar, dizem que não gostam de arte ou ciências”, disse ele e acrescentou que acredita na diversão como elemento fundamental no desenvolvimento infantil: “As crianças aprendem coisas sérias sobre o mundo quando brincam”, afirmou.

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Corrupção e democracia na pauta do Fórum

5º painel – Corrupção e Desafios da Democracia Brasileira. Foto: Equipe Tiago Trindade

No quinto painel do Fórum da Liberdade, o tema proposto foi “Corrupção e Desafios da Democracia Brasileira” e contou com a participação de Francisco Gil Castello Branco Neto e Ives Gandra Martins como palestrantes. Cláudio Lamachia ocupou o posto de debatedor.

Castello Branco, fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas, iniciou sua exposição traçando um panorama do Brasil em 1987, ano em que o Fórum da Liberdade estava em sua primeira edição. Na sequência, falou sobre a importância do Portal da Transparência do Governo Federal como veículo de fiscalização do Estado pela sociedade. “Eu diria que estamos vivenciando um grande momento nesse aspecto da transparência e devemos ter avanços na próxima década”, destacou.

Castello Branco também alertou para os aspectos que favorecem a corrupção no país, como imunidade parlamentar e sigilo bancário excessivo, e convocou a sociedade a ter consciência do poder que tem: “Somos uma manada de búfalos cercada por ripas de madeira. Basta que comecemos a nos mover, para que possamos nos libertar”, disse ele.

Em seguida foi a vez de Ives Gandra Martins, catedrático e presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP. Martins fez uma introdução histórica seguida de análise do quadro brasileiro atual de corrupção. Em sua fala, ele elogiou o trabalho da presidente Dilma, afirmando que a queda de ministros é um sinal de combate à corrupção. “Estou convencido de que, quando aparecerem as primeiras grandes condenações por corrupção, os governos poderão controlar melhor o corrupto”, declarou Martins.

Ao final das palestras, os dois responderam às perguntas do público e encorajaram os participantes a tomarem ação contra a corrupção no país.

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Rodrigo Constantino lança seu livro “Liberal com orgulho”

O economista Rodrigo Constantino lançou, na tarde desta terça-feira (17), o livro “Liberal com orgulho”, na sala de imprensa do 25º Fórum da Liberdade. Rodrigo também é autor de outros cinco livros: “Prisioneiros da Liberdade”, “Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT”, “Egoísmo Racional: O Individualismo de Ayn Rand” ,”Uma Luz na Escuridão”, “Economia do Indivíduo: O Legado da Escola Austríaca”.

A sessão de autógrafos reuniu dezenas de pessoas em torno do autor, cujo livro é uma coletânea de artigos sobre economia e política. A apresentação da obra fica por conta de profissionais do ramo como Gustavo Franco, Jorge Gerdau e Indio da Costa.

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Índice de Direitos de Propriedade e Índice de Liberdade Econômica 2012 são lançados durante o XXV Fórum da Liberdade

O Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e o Instituto Liberdade (IL) lançaram, durante o 25º Fórum da Liberdade, o Índice de Direitos de Propriedade 2012 (IIDP) e o Índice de Liberdade Econômica 2012.

O Índice de Direitos de Propriedade 2012 (IIDP) mede os direitos de propriedade material e intelectual de 130 países, utilizando três medidas básicas para compor os escores: Ambiente Político e Legal (PL), Direitos de Propriedade Material (DPM) e os Direitos de Propriedade Intelectual (DPI). O índice revela as grandes disparidades econômicas entre os países que garantem os direitos de propriedade e aqueles que não garantem. O IIDP 2012 em sua versão completa e original em inglês está no site www.propertyrightsalliance.org.

Também lançado em português, no Fórum da Liberdade, o Índice de Liberdade Econômica 2012 classifica 184 países em dez categorias de performance econômica, com ênfase na eficiência regulatória e na criação de um ambiente empresarial pró-mercado. O índice habilita o indivíduo, incentiva a abertura e livre competição, a transparência governamental e a igualdade de oportunidade para todos. O Índice é uma publicação conjunta da Heritage Foundation e do Wall Street Journal.

Os resultados do índice revelam que quando os países adotam políticas que levam aos altos escores, eles também desfrutam de prosperidade e segurança econômica. Também mostram uma relação positiva forte entre o nível de liberdade econômica e o PIB per capita, sendo que as melhorias em liberdade econômica também aumentam as taxas de crescimento da renda, acelerando o progresso econômico e social.

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3º Painel debate alternativas para o crescimento brasileiro

Dando continuidade ao ciclo de palestras e debates do 25º Fórum da Liberdade, por volta das 10h45min iniciou-se o terceiro painel com o tema “Portas de Acesso à Prosperidade”.

O diretor da Universidade Cato, o norte-americano Tom Palmer criticou a forma como o governo brasileiro entrava o crescimento do país com altas taxas e má administração do dinheiro público. “Quero ser testemunha do crescimento deste país. Sou otimista de que o Brasil pode ser o país do futuro, mas precisa estar disposto a isto”, afirmou. Palmer finalizou sua participação deixando um conselho aos brasileiros: “Não se espelhem no que os países ricos fazem agora. Tentem olhar o que eles fizeram para crescer quando ainda não eram ricos. Estejam atentos para como foi o crescimento deles”, aconselhou.

Palmer cedeu o microfone ao diretor-presidente da SR Rating Paulo Rabello de Castro, que brincou com o público ao afirmar que o Fórum da Liberdade é como um “Woodstock do pensamento libertário”. Rabello questionou a despreocupação com o  que é bom e confortável pro contribuinte. “Vivemos diariamente em uma opressão tributária. É muito parecida com a questao inflacionária”, comparou. Em seguida, criticou a ineficiência no uso do tributo por parte do Estado e também a questão do pré-sal. “Que parcela nós, brasileiros, detemos dessa riqueza que, afinal, é nossa?”, questionou o empresário.

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2º Painel dá destaque para a educação e o pensamento cooperativo

O segundo painel do 25º Fórum da Liberdade abordou o tema “Empreendedores que Fazem o Futuro” e inspirou o público participante.

O primeiro palestrante, o médico e presidente fundador da Mormaii Marco Aurélio Raymundo (Morongo) destacou a importância do empresário pensar não só econômica e produtivamente, mas também socialmente, colaborando para um ambiente mais cooperativo. Ele acredita que para 2037 as empresas modernas já devem ter colocado em pauta sua função social. “Estamos entrando em uma era biocibernética, mas não podemos esquecer nosso dever de pensar no bem-estar da sociedade ao nosso redor”, disse o empresário.

Morongo cedeu a palavra a Eduardo Marty, fundador e diretor-geral da Junior Achievement da Argentina. Marty destacou a necessidade de uma educação de consistência que ensine a pensar, integrar conhecimento, assimilar informações e questionar, o chamado “critical thinking”. “O que acontece quando a educação cai nas mãos de quem não gsota do espírito crítico que nao gosta da liberdade econômica? De quem tem liberdade de escolher o conteúdo que os alunos vão estudar?, questionou ao público.

Para os jovens empreendedores, Morongo deixou seu conselho. “É preciso autoconhecimento. Não se pode querer mandar em alguém sem conhecer a si. Além disso, o jovem deve olhar a sua volta, prestar atenção em sua sociedade, estar sempre atento e pensar em fazer as coisas não só para si, mas também para beneficiar mais gente”, afirmou.

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Painel propõe debate “2037: que Brasil será o seu?”

Na noite desta segunda-feira (16), teve início o ciclo de palestras e debates do 25º Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), na PUCRS. O tema deste ano, “2037: que Brasil será o seu?”, convida os participantes a relembrarem o passado e projetarem o futuro nacional e globalmente.

O primeiro painel contou com o ex-presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli. O empresário ressaltou a importância do jovem como potencializador de transformação. “Todo jovem é milionário. Ele tem o poder de transformar o país. A juventude pode arriscar, sonhar e implantar tudo o que deseja”. Agnelli também chamou a atenção para a necessidade da educação para o bom desenvolvimento do Brasil.

Em seguida, foi a vez de André Gerdau Johannpeter comentar sobre o momento único que o País vive, dando destaque para o pleno emprego, aumento do PIB e população crescente. A projeção de Johannpeter para um 2037 otimista também depende de uma educação adequada. Na sequência, Guilherme Paulus salientou os eventos importantes que devem ocorrer no Brasil nos próximos anos; a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Paulus ainda destacou a necessidade do país de preparar para receber adequadamente os turistas. “Temos que aprender com os bons exemplos”, defendeu.

Também defendendo a educação como pilar para a sociedade que queremos, Vicente Falconi manifestou sua preocupação com um ensino de qualidade, dando destaque para o Ensino Fundamental como base para que todos possam ter um curso superior completo.

Nesta terça-feira (17), o 25º Fórum da Liberdade segue a partir das 9h30, no Centro de Eventos da PUCRS.

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Abertura do 25º Fórum da Liberdade relembra o passado e projeta o futuro

O 25º Fórum da Liberdade teve, em sua cerimônia de abertura nesta segunda-feira (16), discursos de agradecimento e premiações que antecederam o ciclo de palestras e debates.

O presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Ricardo Gomes, relembrou ao público presente a situaçao mundial na ocasião do primeiro Fórum e convidou os participantes a projetarem como será o Brasil e o mundo em 2037. Gomes, ao dar as boas-vindas, ressaltou que o evento é o maior espaço de ideias e debates da América Latina. “Sejamos arquitetos do nosso próprio destino”, finalizou.

Dando continuidade ao evento, o presidente fez a entrega do Prêmio Libertas 2012 ao advogado e ex-presidente do IEE Carlos Fernando Souto. “O Fórum da Liberdade tem perspectivas bastante ousadas para os padrões brasileiros no que diz respeito a debates e discussões”, afirmou Souto.

Na sequência, foi entregue o Prêmio Liberdade de Imprensa a Nelson Sirotsky, presidente do Grupo RBS. Sirotsky salientou a importância da liberdade de expressão, além de criticar a postura do Governo Estadual diante do tema. Além disso, aproveitou a ocasião para reafirmar o compromisso do Grupo RBS com um jornalismo dotado de verdade, ética e transparência.” A imprensa livre é o sustentáculo da democracia. Não deixemos que legisladores, governantes e magistrados tenham controle da mídia”, advertiu.

No final da cerimônia de abertura, o vice-presidente do IEE, Getúlio Reale, fez a leitura da 2ª Carta de Porto Alegre. No documento, a reiteração do que foi dito há 25 anos: “Nosso país será amanhã o que bem fizermos hoje. Só seremos um grande país se desafiarmos o momento histórico de hoje”, finalizou Reale.

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