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O “milagre” da multiplicação

A privatização da Telebrás ocorreu por meio de leilão, em 29 de julho de 1998, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Foi a maior privatização conduzida no Brasil, até então, tendo arrecadado R$ 22,058 bilhões pelos 20% das ações em poder do governo na época, o que representou um ágio médio de 63,7% sobre os valores mínimos do leilão.

Após a privatização da estatal, o número de telefones fixos no Brasil passou de 16,6 milhões em 1998 para 35 milhões em 2006. Já os telefones celulares saltaram de 7,4 milhões para 95 milhões, no mesmo período. Além disso, os investimentos no setor de telefonia totalizaram mais de R$ 148 bilhões. Por fim, a linha telefônica, que antes era um bem de valor, declarado no Imposto de Renda, chegando a custar US$ 10 mil no mercado paralelo, hoje, devido à grande oferta, não possui custo algum. Despareceram também as filas de espera para adquirir uma linha, que podia demorar meses, ou até anos, para ser instalada.

Há, no entanto, alguns aspectos a reparar no setor de telecomunicações brasileiro. Ainda que tenha reduzido, em relação ao período anterior à privatização, o custo das tarifas ainda é alto, se comparado como outros países mais desenvolvidos. Além disso, as empresas de telecomunicações figuram regularmente entre as companhias com maior número de reclamações de consumidores, em decorrência de falhas no serviço. Por último, deve-se assinalar que a Anatel, agência responsável pelo setor, possui uma estrutura paquidérmica, sendo bastante questionável a eficiência no desempenho das suas atribuições.

Ainda que os benefícios obtidos com a privatização sejam irrefutáveis, resta a impressão de que ainda há o que melhorar. O vídeo abaixo narra o processo de privatização das telecomunicações conduzido na Guatemala, onde o setor foi aberto, sem restrições, à iniciativa privada. Tire suas próprias conclusões: