ENSAIOS SOBRE A LIBERDADE

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Aspectos da crise brasileira

Com a atual crise aguda que vivemos no Brasil, ao mesmo tempo tão profunda e tão abrangente, não temos muito tempo para desperdiçar em conjecturas ou suposições.

A crise da Constituição de 1988

Desde a mais longínqua até a recente história, crises financeiras, políticas e sociais fazem parte do crescimento do Brasil. Ocorre que o atual momento brasileiro é algo jamais visto ou vivido por esta população, uma vez que, além de muito mais grave, o caos pelo qual passamos transcende a todos os aspectos já experimentados, com o agravante de uma crise ética, moral e cultural. Esta catástrofe que açoita o país não é algo recente, porém, vinha sendo mascarada por uma boa fase econômica oriunda de alguns fatores, tais como bom preço das “commodities”, crescimento da construção civil e facilitação de crédito por parte do governo.

Um dos principais fatores de origem da crise é a Constituição de 1988.  Oriunda do pós-regime militar, período mais autoritário do Brasil, foi elaborada por uma constituinte totalmente voltada para o lado social, focada na solução de diferenças sociais por meio do assistencialismo e não por meritocracia, com intervenção estatal nos mais variados campos da vida da população.

“OS SÁBIOS APRENDEM COM OS ERROS DOS OUTROS, OS INTELIGENTES COM OS PRÓPRIOS ERROS, E OS TOLOS NÃO APRENDEM NUNCA.”

MARCEL LASTE

Desde o ano de 2014, o Brasil enfrenta uma crise econômica e política, e a redução da atividade industrial tem sido uma das consequências. Somente entre abril de 2015 e abril de 2016, a atividade industrial diminuiu 10,5%, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentre as causas dessa redução, podemos elencar o excesso de regulamentações e tributos que fazem com que os preços das indústrias nacionais fiquem mais caros em relação aos importados. Assim, na grande maioria das vezes, o produto brasileiro não é competitivo frente a produtos chineses ou indianos, por exemplo.

O excesso de normas trabalhistas e a tendência protecionista ao empregado da Justiça do Trabalho brasileira também dificultam o desenvolvimento da indústria no país. Com a redução da atividade industrial, também têm se reduzido os investimentos em máquinas e equipamentos, o que significa que o país está ficando com um parque fabril obsoleto. Além disso, muitas indústrias estrangeiras estão inclusive fechando fábricas no Brasil, dos mais diversos ramos, como fabricantes de máquinas, fabricantes de óleos e roupas.

Por outro lado, na última década, o governo implantou diversos programas para “aquecer” a economia e incentivar as empresas a produzir mais – por exemplo, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), implantado em 2009, e os Programas de Aceleração do Crescimento (PAC 1 e PAC 2), inseridos em 2007 e 2011, respectivamente.